KANIBARU FREAKS - Os Insanos Atores Da Canibal:
Petter Baiestorf: Nascido em 1974, Petter Baiestorf cresceu na Vila Oldenburgo (Palmitos – SC), convivendo com agricultores e operários da indústria madereira e de cerâmica. Autodidata, ateu, anarquista, livre pensador e dono de uma personalidade difícil, se tornou poeta adolescente em 1988, publicando seus poemas bizarros e anti-religiosos em fanzines. Em 1992 começou a editar seus próprios fanzines, com títulos como “Arghhh” (1992), “Necrofilia” (1992), “Clássicos Canibal” (1994), “Pus Diet” (1994), “Brazilian Trash Cinema” (2000), “O Viajante Cósmico” (2003) e “Bebuns Bêbados Que Escrevem” (2003). Fundou em 1991, com o amigo E. B. Toniolli, a Canibal Produções que, em 1996, virou Canibal-Mabuse Produções ao se associar com Cesar Souza e, em 2000, se transformou na atual Canibal Filmes. Fundou em 1997, com Carli Bortolanza, a Caos Filmes para realização de seus filmes mais pessoais. Idealizou em 2001, junto de Cesar Souza e Elio Copini, a N.A.V.E. (Núcleo Associado de Vídeo Experimental de Palmitos). Também é escritor surrealista, autor dos livretos “Defecando Urros” (1997), “Expurgando Líquidos Matinais” (1998), “Surreal” (2000) e “Um Treponema Pallidum Mutante Atrapalhando a Vida Amorosa de Um Xanthorrhoea Australis Apaixonado” (2002), tendo ainda, durante o ano de 2000, ajudado financeira e criativamente na edição do jornal poético “Salvador Daqui”, editado por Elio Copini e Éder Meneghini. Já tocou nas bandas “Cadaverous Cloacous Regurgitous” (1993 – gore noise) e “Smelling Little Girl’s Pussy” (1999 – industrial harsh). Como videasta já participou de mais de 104 produções independentes nas mais variadas funções técnicas (diretor, roteirista, produtor, diretor de fotografia, editor, seleção musical, efeitos especiais, ator, consultor técnico, assistente de direção e produção, distribuidor, etc ...), nos mais variados suportes (VHS, S-VHS, Super Oito, Digital, 16 MM, 35 MM) e formatos (clips, curtas, médias, longas, etc...). Em 2002 escreveu o “Manifesto Canibal” e, junto de Cesar Souza, organizou os alicerces do Kanibaru Sinema.
Cesar Souza: Cesar “Coffin” Souza nasceu em Porto Alegre (RS) em uma madrugada fria do inverno de 1962. Filho de uma tradicional família católica, passou a infância entre histórias em quadrinhos, missas obrigatórias e sessões da tarde na TV. Adolescente descobriu a paixão pelos livros, fotografia e depois o cinema. Trabalhando de office boy foi comprando seu equipamento e de forma autodidata começou a produzir curtas metragens na bitola super-8. Aproximou-se do grupo que integrava o movimento chamado de “Bitola Nanica” e se reunia no Foto Cine Clube Gaúcho. Escreveu, produziu e dirigiu diversos curtas no sistema Sigle-8 (Fuji), classificando seu “Edgar e o Corvo” (1983) no Festival de Cinema de Gramado (quando foi classificado pela censura como “Drama Fantasmagórico” e proibido para menores de 18 anos por conter cenas de terror e consumo de drogas), no 4º Festival de Cinema Menor de Porto Alegre (melhor fotografia) e Festival Fotóptica de Super-8 (São Paulo 1985 – mostra revelação nacional). Com a gradual extinção da bitola dando lugar para o vídeo, se afastou da produção. Dedicou-se a estudos e coleção sobre cinema fantástico e publicou matérias em fanzines lançando também dois títulos, “Massacre” (1986) e “Mestres do Cinema de Horror – Vicente Price” (1988). Em 1995, participando da 1ª HorrorCon, convenção paulista dedicada ao gênero, conheceu o trabalho de Petter Baiestorf (Criaturas Hediondas 1 & 2 ) passando então a ser colaborador, ator e produtor da então Canibal-Mabuse Produções. Voltou a dirigir com o curta “Arachnoterror” (1996). Passou a publicar fanzines dedicados ao cinema e vídeo vagabundos como “Suspiría”, “She-Demons”, “Tor Johnson’s Bastards Sons”, “Brazilian Trash Cinema” (em parceria com Baiestorf) e “Sanguelia”. Em 1999 mudou-se para Palmitos (SC) sede da Canibal Filmes e depois do fim da parceria Canibal-Mabuse morou durante um tempo em Fortaleza (CE) onde escreveu, produziu e dirigiu uma série de filmes experimentais reunidos em cinco títulos. De volta a Palmitos se dedica aos efeitos especiais, literatura anarquista-ateísta, colaborações em fanzines de cinema e literatura e a produções pela N.A.V.E. (Núcleo Associado de Vídeo Experimental de Palmitos) e colaborações frequentes com a Canibal Filmes. Finalizou em 2004 seu novo vídeo “Quadrantes” e prepara um livro de contos “A Bodega no Fim do Mundo. Todas as Bodegas do Mundo”.
Cláudio Baiestorf: Pai de Petter Baiestorf e presente na equipe técnica de praticamente todos os filmes realizados por ele, até mesmo na polêmica "Fase 98". É conhecido por todos como "o ótimo fazedor de caipirinhas". Esporadicamente sempre aparece como ator/figurante nos filmes da Canibal.
Elio Copini: Amigo pessoal de Petter Baiestorf, estreou no clássico "O Monstro Legume do Espaço" e fez um dos papéis principais de "Raiva". Esta cada vez mais envolvido em obras undergrounds, sendo co-editor de vários livretos de textos de Baiestorf e co-fundador da NAVE. Além do já citado “Raiva”, Copini é protagonista em excelentes trabalhos como “Primitivismo Kanibaru na Lama da Técnologia Catódica” e “Quadrantes”.
Carli Bortolanza: Também amigo pessoal de Petter Baiestorf, Bortolanza é maquiador da Canibal e diretor dos curtas “Homenagem” e “Fodendo meu Vitelo”. Em 1997 foi co-fundador da Caos Filmes, tendo co-produzido vários curtas experimentais desde então. Também é poeta e acadêmico de filosofia. Suas atuações mais memoráveis como ator são como o Super Chacrinha no experimental “Super Chacrinha e seu amigo Ultra Shit em crise vs Deus e o Diabo na terra de Glauber Rocha” e como o padre pervertido em “Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos”.
Ivan Pohl: Primo de Petter Baiestorf, fez sua estréia no "Criaturas Hediondas 2", no papel do alien que vem ao Planeta Terra vestindo um capacete de motoqueiro e botas Sete Léguas. Insano e hilário é um dos mais hipnóticos atores da Canibal, sempre com atuações memoráveis como no longa “Cerveja Atômica” ou em “Vida Canibal Vol.1” por exemplo.
Jorge Timm: Também primo de Petter Baiestorf, é considerado o Tor Johnson do cine-vídeo nacional. É um dos atores da Canibal de maior expressão já surgida, chegando a despertar interesse de vários diretores brasileiros como Ivan Cardoso, que o escalou para um dos papéis principais de seu filme "Amazônia Misteriosa" (ainda não realizado por problemas no orçamento). Timm também foi produtor associado em vários filmes dirigidos por seu primo Baiestorf, como os longas da "Fase 98". E ainda, é dono do Restaurante do Jorjão, situado na Vila Ilha Redonda (Palmitos/SC), uma estância hidromineral onde Baiestorf costuma filmar seus projetos por ser um local que considera místico. É dele a atuação furiosa/polêmica no maldito “Boi Bom”.
E.B.Toniolli: Foi co-fundador da Canibal Produções Literárias (depois conhecida como Canibal Produções, Canibal-Mabuse Produções e atualmente Canibal Filmes) e produtor do filme “Criaturas Hediondas”, uma ficção trash na tradição de “The Attack Of The Killer Tomatoes”, dirigido por Petter Baiestorf. Aparecendo como ator em vários longas da canibal, é considerado um dos vilões nacionais mais simpático dos anos 90. Também foi garoto-propaganda em alguns comerciais de TV e trabalha à vários anos em publicidade. Entre 1996 e 1997, foi um dos fundadores da Produtora Extreme Prod., da qual se desligou no início de 1998. Suas atuações mais marcantes foram em “O Monstro Legume do Espaço” (como um padre picareta e cara-de-pau), “Eles comem sua carne” (como o canibal apaixonado Arkham) e “Raiva” (onde foi um dos ladrões).
Airton Bratz: Desenhista e publicitário, se transforma em ator dos filmes da Canibal nas horas vagas. Era colaborador no fanzine "Arghhh" de Baiestorf antes de começar a fazer participações como policial, papel este que ele repetiu em vários filmes (O Monstro Legume, Blerghhh, etc) é o rei das participações especiais nos filmes da Canibal e diretor de arte de vários filmes. Ajudou Baiestorf a co-escrever um dos vários roteiros para "O Monstro Legume do Espaço 2". Em "Raiva", interpreta um detetive (ex-policial) e em “Cerveja Atômica” é uma das velhinhas freaks.
Jorge Hippler: Hippler fez sua estréia no "Criaturas Hediondas 2", onde trabalhou como ator. Desde então se revelou muito versátil na equipe-técnica, já tendo trabalhado como Iluminador, Assistente de Produção, Continuista, Contra-regra, Diretor de Produção, Produção de Set, Assistente de Direção. É bastante conhecido por sua interpretação de mocinho canastrão no filme "O Monstro Legume do Espaço".
Leandro Dal Cero: Participou dos primeiros filmes da Canibal como Diretor de Fotografia, até que em 1996 o próprio Baiestorf resolveu assumir mais essa função. Foi um dos "Cinco Caras com uma Câmera de VHS na Chuva”, ou seja, os cinco atores/técnicos que realizaram o longa "Criaturas Hediondas" nas coxas em 1993 (os outros caras eram Baiestorf, Toniolli, Ronald Kojoroski e Odair Massola). Dal Cero continua tendo participações nos filmes da Canibal como ator, tendo em 1997, participado do experimental "Super Chacrinha e seu amigo Ultra-Shit em crise vs. Deus e o Diabo na terra de Glauber Rocha", no papel de uma Drag Queen dos infernos.
Onésia Liotto: A eterna musa Canibal, apareceu em vários filmes. Versátil em seus papéis, já representou mocinhas indefesas (O Monstro Legume do Espaço), uma mulher fatal que resolve tudo na porrada (Blerghhh), uma militar (Super Chacrinha), e duas atuações quentíssimas nos longas “S.B.A.F” e “G.G.G” . Vários diretores da geração "Filmes em Vídeo" dos anos 90, como Cleiner Micceno, José Salles e Boni Coveiro, demonstraram interesse em tê-la nos seus filmes, mas ela aceitou apenas um papel no curta intimista "Fodendo meu Vitelo" do seu amigo pessoal Carli Bortolanza. Sua última colaboração na Canibal foi como uma das raivosas no filme “Raiva”.
OUTROS: Nos filmes da Canibal é possível ver outros artistas underground como atores, como já foi o caso de figurinhas como David Camargo (ator nos filmes do Gaúcho Teixeirinha) em ‘’Blerghhh”; Boni Coveiro (diretor de filmes que imitam Zé do Caixão) em "Zombio"; Cleiner Micceno (diretor de filmes experimentais) em "Chumbo"; Art Tatoo (tatuador profissional) em "Zombio”; Gisele D.S. (desenhista) que trabalhou na parte técnica de "Zombio" e Gurcius Gewdner (Diretor/Músico) como o irado pastor no divertido “Cerveja Atômica”.
A 1ª VEZ DELES
FOI NA CANIBAL: A Canibal é um ótimo veículo de
divulgação de novos talentos. Alguns acabam ficando conhecidos,
já outros são esquecidos. Veja onde, quando e quem já estreou
nos filmes da Canibal: “Criaturas Hediondas”: Estréia de
Renato Kerber (Fanzineiro), Marcos Braun (ator) que até no final de 1996
foi assistente de Baiestorf. Ronald Kojoroski (ator) que esteve presente no
elenco dos curtas "Crise Existencial" e "9.9". Leomar Waslawick
(ex-maquiador/ex-produtor) que em 1995 co-produziu o filme "O Monstro Legume
do Espaço" com Baiestorf. Odair Massola (ex-ator), hoje residindo
em São Paulo. Alfredo Debortoli (ex-guitarrista da banda Amsanctus).
“Criaturas Hediondas 2”: Estréia de Loures Jahnke (ator),
mais conhecido como o ator que interpretou o Monstro Legume. “O Monstro
Legume do Espaço”: Marcelo Severo (PsychobillyGuy) que trabalhou
bastante no demente "Eles Comem Sua Carne". Antônio Viola e
Marcírio Albuquerque (dois costianos do Rio Uruguai) que, de certo modo,
confirmam a vontade de Baiestorf em somente trabalhar com atores amadores e
primitivos por natureza. Ambos aparecem em vários filmes de Baiestorf,
incluindo a "Fase 98". “Caquinha Superstar a Go-Go”: Estréia
de Rogério Baldino (desenhista) como ator e que logo em seguida dirigiu
o cult "Fatman e Robada". Nelson Reinheimer (Madereiro), um dos figurantes
mais ativos da Canibal. “Blerghhh”: Estréia do escritor José
Salles como ator, que tomando gosto pelas produções undergrounds,
fundou a produtora Daddy Inc. em São Paulo e está produzindo muitos
filmes. Denise V. (atriz) que atuou em vários filmes da Canibal, dentre
eles “Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos” e “Gore
Gore Gays” e depois de um tempo sumida das produções da
Canibal reapareceu recentemente no filme “Feto Morto” (2003) do
Paulista Fernando Rick. Andréa Rodrigues (atriz) que também parece
ter abandonado as produções. “Zombio”: Estréia
de Roseli Andrade (atriz) como a sacerdotisa que controlava os zumbis. Claudia
de Sordi (atriz) como uma mocinha indefesa. “Cerveja Atômica”:
Estréia de Kika, Indinara B, Lucinéia C. e do já citado
Gurcius Gewdner. E não podemos deixar de mencionar ainda: Everson Schütz,
Alessandro “Véio”, D.G., Juliana, PC e Eder Meneguini como
grandes colaboradores em vários outros títulos da Canibal.