O must underground do Festival fica por conta da trupe
anárquica da Canibal-Mabuse Produções, que distribuiu
no Centro de Convenções do Serrano seus fanzines erótico-canibais-transgressores,
e procura espaço para seus vídeos "podrões", censurados
até em mostras de cinema de horror. A galera radical, baseada em
Santa Catarina, é hardcore no que faz e no que diz: "Não queremos
festivais, não queremos prêmios, não queremos pessoinhas
alegres com suas caras de saco murcho", escreve o roteirista e diretor Petter
Baiestorf no zine "Defecando Urros". E segue: "Abaixo os bonzinhos, abaixo
os saudáveis, abaixo historinhas de ninar, abaixo toda sua bosta
light ... Estamos aqui pra jogar água no chopp dos contentes, para
mijar no pinico dos eufóricos, pra chutar o saco dos homens de terno
bem cortadinho!!! O que somos??? Somos o VHS Pal-M do escracho, os senhores
da zoeira, a ralé do cinema!!!"