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Face Oculta De Petter Baiestorf E Suas Produções:
Por: Hiirís Lassorian (Zine "Expurgando Líquidos Matinais" de 1998)
A julgar pelas convicções formadas de qualquer escritor, pelo seu grau de humanismo, entre outras virtudes importantes, não devemos ser coerentes na forma de tratamento só porque determinado indivíduo é escritor ou lida com a arte ou escreve uma merda qualquer, nem que seja para leitores que não o compreendem, que o lêem por ler, pelo fato de não terem outra coisa para fazer ou porque, de um momento para outro, algum zine de merda chega em suas mãos, sendo que nada como uma curiosidade revestida por um envelope, dentro dele uma carta e um zine, um livro ou outra porcaria qualquer. Aberta a carta, não temos muita escolha: ou lemos o que está dentro ou a deixamos de lado como ratos e as baratas que vivem no interior de nossas casas. Quase sempre, não sei porque, a curiosidade é mais forte e acabamos lendo o que de forma alguma teria algum valor literário ou um valor qualquer aos nossos olhos.
Quanto às convicções de um escritor, podemos dizer que alguns são demasiadamente sinceros, honestos, pessoas em quem se pode confiar porque não possuem outras razões ou outras inclinações ao que eles mesmos produzem para o público em geral, para os pentelhos e pentelhas que gostam de ler alguma coisa para alçarem seus cérebros em paragens ilimitadas e ascenderem ao prodigioso destino de não ser mais um entre os passantes, de não colher as mesmas virtudes hipócritas, de saber algo mais do que a mera lenga-lenga do cotidiano. Agora, em se tratando de outros escritores ou que se dizem escritores, já não podemos confiar em suas convicções, pretensões e ousadias. São filhos da puta mesmo e escrevem coisas que de modo algum deveriam ser aceitas, que de modo algum poderíamos deglutir, que de modo algum fariam bem ao nosso miolo incefálico. Falo aqui desses escritores de merda, desses pobretões sem alma, com o mínimo de espírito, desses calhordas que insistem na tentativa de manejarem o público ou o imaginário do público ao seu bel-prazer, como se o público não pensasse ou como se esse público leitor fossem apenas vermes numa fossa a deglutirem a merda que esses escritores medíocres expelem.
Não citaremos nomes, mas, particularmente, iremos citar um desses afamados escritores medíocres que se enquadram na segunda categoria dos monstros com convicções psicóticas em quem não se pode confiar, senão por uma ironia do destino ou por uma insensatez do acaso num contexto histórico diverso onde as pessoas não possuem opções e estão perdidas num mundo de imundícies mal-escolhidas como dizia Baudelaire. Nada mais nada menos, o escritor de merda que enquadraremos nesta segunda categoria é o nosso conhecido e muito conhecido dos admiradores da arte alternativa, Petter Baiestorf. Penso que os leitores para quem eu estou escrevendo conhecem esse dito canalha e o apreciam em suas proezas, pelas poucas leituras que fazem sobre aquilo que ele escreve, sobre aquilo que ele espalha, sobre aquilo que ele diz estar certo como um egocêntrico exasperado no topo de um mundo de prodidões. É justamente deste filho da puta que estou falando e é sobre ele que quero tecer algumas considerações, já que ninguém se atreveu ainda a censurá-lo, a dizer o que é verdade sem se deixar levar pela dependência, pelo medo de não ver mais o seu nome publicado no zine dele ou pelas consequências de algumas críticas que seriam bem-vindas em se tratando de espécies como essa que só semeiam a confusão e desmoralizam a ordem pública, pensando inclusive que todos são bestas, escravos mutilados que possuem por obrigação engolir o que lhes levam à boca, sem escolha e sujeitos a abominação de um conformismo de proporções assustadoras.
Petter Baiestorf é um desses canalhas, uma dessas pessoas em quem não se pode confiar e nem se deixar levar pelas suas convicções formadas. É um tipo de indivíduo inescrupuloso que brinca com os nossos sentimentos mais preciosos e os joga a revelia como se esses sentimentos nada valessem, como se eles fossem poeira levantada por uma roda de moinho. Quando afirmo isso, mesmo me utilizando de uma aversão subjetiva e particular, o afirmo pelo fato de que ninguém ainda teve a coragem de afirmar qualquer coisa a respeito desse sujeito, o afirmo porque tenho a certeza que esse cara é um peso sobre nossos ombros, um distúrbio a mais para a nossa sociedade.
Como exemplo, basta ler o zine que esse monstro produz, sempre munido de uma carnificina hedionda, de estórias, contos e poemas aterrorizantes, horríveis, abjetas, produções essas que não deviam pairar sobre nossas cabeças, que deveriam ser descartadas como produções aberrantes e suicidasque incitam "a nostalgia do xiqueiro" e não nos trazem nada de bom que possamos aprender, nada que possua um pouco de sabedoria, que nos traga a dúvida ou outro aspecto qualquer que nos leve a investigar, que nos leve a conhecer algo mais, que nos torne verdadeiramente humanos. O que aprendemos ao ler um zine como o de Baiestorf é o nada vezes nada. Sempre ficamos a margem, como que suspensos por uma sombra de tédio e agonia, de terror e desespero. È o nojo espectral que paira sobre a leitura de suas produções, sejam elas filmagens ou criações literárias, nada mais do que um caminho traduzido pelo grito de um amplo deserto. Concordem ou não, os leitores devem se precaver e expulsarde si mesmos o fantasma que os apavora antes mesmo que esse mesmo fantasma tome conta de suas pobres almas. Ler o que Petter Baiestorf produz é digerir cadáveres e merda numa noite sem fim que não deixa o dia nascer, pois com a luz do dia nasceria algum tipo de saber, algum tipo de expressão literária que poderia ser aproveitada. Caso alguns dos leitores não conheçam o que esse canalha produz, digo-lhes que estou me referindo as produções intituladas "Arghhh" e "Defecando Urros", ambas produzidas por esse pau no cú do Baiestorf. O zine "Arghhh" vem sendo produzido há algum tempo, portanto é mais antigo, nasceu de sua própria demência nos primórdios de sua infância e se expandiu até se inserir em algo muito mais cruel que é resumo de suas neuroses fundidas ao longo do tempo num único zine denominado "Defecando Urros" que nada mais é do que a manifestação de uma esquizofrenia crônica que nem Freud saberia como solucionar em se tratando de uma cura definitiva.
Posso dizer por experiência própria que qualquer contato com esse cara não vale a pena, que se o tivermos, estaremos perdendo tempo, assim como caminhando para o mesmo desfiladeiro sombrio onde ele se protege das intempéries convencionais. Se as suas produções são uma merda que não vale a pena ler e nem deglutir, sua pessoa em si, tal como ele é em carne e osso, é pior ainda, horrível em suas feições biológicas e repugnante no aspecto físico. De Petter Baiestorf, posso dizer com sinceridad, que nada de bom podemos aproveitar, que ele deixa a desejar e é intragável como pessoa e um cretino nas suas próprias criações literárias. Por outro lado posso dizer que é até um pouco chato eu estar escrevendo isso de um amigo nosso, mas eu não tive escolha, senão desmascará-lo aos olhos dos leitores, já que ninguém até agora ousou fazer e engole tudo pelo medo de dizer um simples não, de ir contra quem merece irmos contra, de dizer a verdade, apenas a verdade, ainda que possamos ser penalizados por essa ousadia de mandar para o inferno um amigo, de dizer dele o que pensamos sem o medo de errar e de sermos censurados pelas suas admoestações e incompreendidos no nosso intento.
Portanto, fica aqui o meu repúdio às produções de Petter Baiestorf, incluindo a sua própria pessoa que eu não consigo engolir. Ele ofende a moral social. Concorde ele ou não com o que escrevi a seu respeito, concorede o leitor ou não com as minhas deliberações a respeito desse neurótico, o que posso dizer a ambos é o seguinte: Petter Baiestorf, se você não concorda com aquilo que eu afirmei ao seu respeito, que você se foda e enfie no seu cú os seus argumentos contrários, as suas deliberações morais e filosóficas. E para o leitor, deixo o seguinte recado: pense mil vezes antes de ler qualquer coisa desse cara. O que ele escreve, como ele é, etc ..., nós, com nossa cagada e nossas fraquezas, temos muito mais valor que qualquer produção proveniente da neurose desse filho da puta.
Seria isso, pois não vale a pena desperdiçar valiosas palavras com um sujeito desse tipo.
Janeiro de 1998.